agosto 22, 2018


Júlio Hermann: Sobre falar de amor com todo o coração
por Rebeca Vitória de Carvalho Pontes

Júlio Hermann tem 20 anos, nasceu em Gramado, Rio Grande do Sul, onde vive até hoje. Jornalista, escolheu à área devido a uma enorme paixão por esportes e conheceu as palavras que viriam a tornar-se seu verdadeiro amor. Seguiu sua carreira escrevendo crônicas esportivas até deparar-se com o encantamento de falar sobre sentimentos e comportamento e desde 2015 passou a escrever sobre esse tema. “Escrever sobre sentimentos é, primeiramente, rasgar o próprio peito” disse ele. Em 2017, assinou um contrato com a editora Faro Editorial e em 2018 publicou seu primeiro livro, Tudo que acontece aqui dentro – Cartas de amor nunca rasgadas.
Uma paixão que mudou de personagem, mas nunca de meio
Nascido em uma família tradicional, Júlio afirma ter vivido uma infância tranqüila e sem muitos conflitos, sempre foi apoiado por seus pais em tudo e segundo ele esse fato foi determinante para que buscasse lutar pelos seus sonhos e chegar onde está. Diz, por meio da família, ter formado um olhar mais caridoso para com o outro e afirma, “Poucas coisas na vida são mais importantes do que a história que nos constitui”. Em seu primeiro livro escreve com carinho aos pais agradecendo por todo o apoio e atenção que o deram.
Já na adolescência, o jovem escritor, por ter uma gigante paixão pelo futebol buscou a carreira de jornalista, onde conciliou suas duas paixões a escrita e o esporte. “No primeiro ano de universidade, eu cobria os jogos do Internacional, no Beira-Rio, para uma página colorada. Essa era uma realidade que se passava na frente dos meus olhos como alternativa concreta de futuro. Era o que eu queria há muito tempo.” Disse. Porém em 2015, encontrou-se com um novo desejo, o de escrever sobre sentimentos e com o incentivo de um amigo passou a publicar crônicas na internet, entretanto afirma nunca ter imaginado a repercussão que teria.
Seus temas circulavam em torno do amor e dos sentimentos, eram profundas e segundo ele “rasgavam o peito”. Júlio conta que a recepção e o carinho do publico foram determinantes para que ele insistisse em publicar novos textos. Segundo ele cada compartilhamento, cada resposta lotada de carinho e identificação o incentivava a continuar, “A literatura é um instrumento tão bonito e poderoso, então que o usemos para o bem”.
Os textos de Júlio tornam-se ainda mais marcantes por se tratarem, em sua maioria, sobre acontecimentos de sua própria vida. Ele diz-se inspirado por acontecimentos que viveu ou queria ter vivido, memórias, sobre o que pensa e sobre o que pessoas a sua volta sentem. Seus textos alcançaram milhares de pessoas e então no final de 2016 surgiu uma proposta de assinar contrato com a Faro Editorial e no começo de 2018 publicou o seu primeiro livro Tudo que acontece aqui dentro – Cartas de amor nunca rasgadas.
O primeiro livro, quando o amor se concretiza
            Em seu primeiro livro, Júlio rasga seu coração e fala de amor e sentimentos de uma maneira simples e emocionante, não há como lê-lo e não identificar-se com ao menos uma crônica. Ele mexe com o que há de mais profundo em você, faz com que lembranças sejam reavivadas e paixões tornem a acelerar os corações. Fala com destreza e maestria sobre um sentimento do qual muitos fogem e não sentem coragem de falar.
            E é com intensa coragem que expõe seus sentimentos, suas histórias, que virão a emocionar tanta gente.  Segundo Júlio, quando fala sobre isso o que sente é algo libertador, “Quando você faz isso, o número de máscaras diminui. E, está com a face um pouco mais limpa, ao ponto de sentir as tapas, é indescritível”. Para ele, não há meio melhor de acalmar o coração e livrar-se das angustias do que este, talvez por isso seja tão encantador ler o que ele escreve.
“Escrever é maravilhoso quando se sabe tirar algo construtivo disso. E, na medida em que isso se torna algo central em nossas vidas, aprendemos a olhar o mundo de outra perspectiva.”. É o que diz acerca da escrita. Ele afirma que o que mais marcou do lançamento do livro foi o carinho das pessoas, que ele acolhe com todo o amor. Segundo ele o que o motiva a escrever é sua própria conversão de pensamentos.
Para Júlio, o livro representa muita coisa, afinal parte dele está ali, parte do que viveu. Sua história está completamente eternizada ali, como uma tatuagem, continuará ali, não passará, e mesmo quando aquilo que carrega em sua mente, enquanto memória, se perder, permanecerá vivo em cada uma das páginas de um livro lindo, e do coração de quem o leu. As dores e alegrias presentes naquelas paginas, naquelas memórias, sempre estarão presentes.
Uma trilha sonora para marcar cada momento
            Antes de cada crônica Júlio propõe algo novo, uma música, uma única música, uma perfeita trilha sonora. Elas costumam conversar sobre o sentimento dele ao viver o momento apresentado pelo texto, costumam conversar com o que esse texto causa às pessoas. A música complementa o texto, é o que ele diz, mesmo que as palavras bastem. Mesmo que estejam tão bem colocadas e tão completas a música torna-se uma convidada sutil em meio a um sentimento tão grande.
            Os textos falam sobre amor, alegria, angústias e incertezas. Ele diz que isso conduz sua existência, assim como a música. Há um motivo para elas estarem ali. Não são enfeites. Não é para, graficamente, ficar bonito, para ter mais um elemento textual. E diz que “A música segura a minha mão feito a mãe que segura seu filho pelos dedos na hora de atravessar a rua. Ela dita o ritmo e me diz qual passo vem à seguir.”
Afinal, Júlio mexe com todos os sentidos, tenho certeza que ler sobre o café que ele tomou com a amada, te faria sentir o cheiro morno do café. As lembranças dos abraços, dos momentos vividos, te fariam ter a sensação de ardor na pele e o arrepio. E a visualização dos momentos se torna fácil e nítida, além das ilustrações simples e encantadoras escondidas entre as palavras e textos. E mais do que o ouvir do sussurrar de palavras em uma cena romântica, surge o convite de ouvir uma trilha sonora que nos levará a viver tudo com mais intensidade.
Depois de uma bela obra, a continuidade de um sentimento
            Há um novo livro à caminho, podemos esperar mais de Júlio. O livro já está sendo escrito, com tanto amor quanto o primeiro. Sobre expectativas, ele afirma apenas sentir o desejo de que suas palavras tornem a acalentar o publico, a acolher os corações feridos e acalmar a alma, assim como no primeiro livro. “Para o segundo livro, que estou escrevendo agora, espero repetir ao menos um pouco a identificação que aconteceu entre o meu peito e o meu público no primeiro”.
            Ele relata ter interesse em tentar outras áreas na literatura, mas não agora, disse que, por hora, pretende investir um pouco mais nesse estilo textual e depois de crescer mais um pouco em sua carreira tentar novas obras. Ele fala sobre a importância da sua fé em Deus e da figura da Igreja Católica como sua companheira, além do apoio de sua família.
O agradecimento de uma leitora que foi encantada pela obra e resolveu falar sobre
            Agradeço a Júlio por toda sua gentileza ao conversar comigo. Por todo o carinho e acolhimento. Pela compreensão e disposição. Por ser uma pessoa de coração lindo e que tenho certeza de que tocará muitas pessoas e continuará cuidando de muitos corações, como cuidou do meu em seus textos. Que se realize muito fazendo o que ama e que seja tão feliz como eu fui ao me encontrar com páginas tão cheias de amor.

You Might Also Like

0 comentários

Popular Posts

Like us on Facebook

Flickr Images

Subscribe