Júlio Hermann: Sobre
falar de amor com todo o coração
por
Rebeca Vitória de Carvalho Pontes
Júlio
Hermann tem 20 anos, nasceu em Gramado, Rio Grande do Sul, onde vive até hoje.
Jornalista, escolheu à área devido a uma enorme paixão por esportes e conheceu
as palavras que viriam a tornar-se seu verdadeiro amor. Seguiu sua carreira
escrevendo crônicas esportivas até deparar-se com o encantamento de falar sobre
sentimentos e comportamento e desde 2015 passou a escrever sobre esse tema. “Escrever
sobre sentimentos é, primeiramente, rasgar o próprio peito” disse ele. Em 2017,
assinou um contrato com a editora Faro Editorial e em 2018 publicou seu
primeiro livro, Tudo que acontece aqui
dentro – Cartas de amor nunca rasgadas.
Uma paixão que mudou de personagem,
mas nunca de meio
Nascido
em uma famÃlia tradicional, Júlio afirma ter vivido uma infância tranqüila e
sem muitos conflitos, sempre foi apoiado por seus pais em tudo e segundo ele
esse fato foi determinante para que buscasse lutar pelos seus sonhos e chegar
onde está. Diz, por meio da famÃlia, ter formado um olhar mais caridoso para
com o outro e afirma, “Poucas coisas na vida são mais importantes do que a
história que nos constitui”. Em seu primeiro livro escreve com carinho aos pais
agradecendo por todo o apoio e atenção que o deram.
Já
na adolescência, o jovem escritor, por ter uma gigante paixão pelo futebol
buscou a carreira de jornalista, onde conciliou suas duas paixões a escrita e o
esporte. “No primeiro ano de universidade, eu cobria os jogos do Internacional,
no Beira-Rio, para uma página colorada. Essa era uma realidade que se passava
na frente dos meus olhos como alternativa concreta de futuro. Era o que eu
queria há muito tempo.” Disse. Porém em 2015, encontrou-se com um novo desejo, o
de escrever sobre sentimentos e com o incentivo de um amigo passou a publicar
crônicas na internet, entretanto afirma nunca ter imaginado a repercussão que
teria.
Seus
temas circulavam em torno do amor e dos sentimentos, eram profundas e segundo
ele “rasgavam o peito”. Júlio conta que a recepção e o carinho do publico foram
determinantes para que ele insistisse em publicar novos textos. Segundo ele
cada compartilhamento, cada resposta lotada de carinho e identificação o
incentivava a continuar, “A literatura é um instrumento tão bonito e poderoso,
então que o usemos para o bem”.
Os
textos de Júlio tornam-se ainda mais marcantes por se tratarem, em sua maioria,
sobre acontecimentos de sua própria vida. Ele diz-se inspirado por
acontecimentos que viveu ou queria ter vivido, memórias, sobre o que pensa e
sobre o que pessoas a sua volta sentem. Seus textos alcançaram milhares de
pessoas e então no final de 2016 surgiu uma proposta de assinar contrato com a
Faro Editorial e no começo de 2018 publicou o seu primeiro livro Tudo que acontece aqui dentro – Cartas de
amor nunca rasgadas.
O primeiro livro, quando o amor se
concretiza
Em
seu primeiro livro, Júlio rasga seu coração e fala de amor e sentimentos de uma
maneira simples e emocionante, não há como lê-lo e não identificar-se com ao
menos uma crônica. Ele mexe com o que há de mais profundo em você, faz com que
lembranças sejam reavivadas e paixões tornem a acelerar os corações. Fala com
destreza e maestria sobre um sentimento do qual muitos fogem e não sentem
coragem de falar.
E é com intensa coragem que expõe
seus sentimentos, suas histórias, que virão a emocionar tanta gente. Segundo Júlio, quando fala sobre isso o que
sente é algo libertador, “Quando você faz isso, o número de máscaras diminui. E,
está com a face um pouco mais limpa, ao ponto de sentir as tapas, é
indescritÃvel”. Para ele, não há meio melhor de acalmar o coração e livrar-se
das angustias do que este, talvez por isso seja tão encantador ler o que ele
escreve.
“Escrever
é maravilhoso quando se sabe tirar algo construtivo disso. E, na medida em que
isso se torna algo central em nossas vidas, aprendemos a olhar o mundo de outra
perspectiva.”. É o que diz acerca da escrita. Ele afirma que o que mais marcou
do lançamento do livro foi o carinho das pessoas, que ele acolhe com todo o
amor. Segundo ele o que o motiva a escrever é sua própria conversão de
pensamentos.
Para
Júlio, o livro representa muita coisa, afinal parte dele está ali, parte do que
viveu. Sua história está completamente eternizada ali, como uma tatuagem,
continuará ali, não passará, e mesmo quando aquilo que carrega em sua mente,
enquanto memória, se perder, permanecerá vivo em cada uma das páginas de um
livro lindo, e do coração de quem o leu. As dores e alegrias presentes naquelas
paginas, naquelas memórias, sempre estarão presentes.
Uma trilha sonora para marcar cada
momento
Antes
de cada crônica Júlio propõe algo novo, uma música, uma única música, uma
perfeita trilha sonora. Elas costumam conversar sobre o sentimento dele ao
viver o momento apresentado pelo texto, costumam conversar com o que esse texto
causa às pessoas. A música complementa o texto, é o que ele diz, mesmo que as
palavras bastem. Mesmo que estejam tão bem colocadas e tão completas a música
torna-se uma convidada sutil em meio a um sentimento tão grande.
Os textos falam sobre amor, alegria,
angústias e incertezas. Ele diz que isso conduz sua existência, assim como a
música. Há um motivo para elas estarem ali. Não são enfeites. Não é para,
graficamente, ficar bonito, para ter mais um elemento textual. E diz que “A
música segura a minha mão feito a mãe que segura seu filho pelos dedos na hora
de atravessar a rua. Ela dita o ritmo e me diz qual passo vem à seguir.”
Afinal,
Júlio mexe com todos os sentidos, tenho certeza que ler sobre o café que ele
tomou com a amada, te faria sentir o cheiro morno do café. As lembranças dos
abraços, dos momentos vividos, te fariam ter a sensação de ardor na pele e o
arrepio. E a visualização dos momentos se torna fácil e nÃtida, além das
ilustrações simples e encantadoras escondidas entre as palavras e textos. E
mais do que o ouvir do sussurrar de palavras em uma cena romântica, surge o
convite de ouvir uma trilha sonora que nos levará a viver tudo com mais
intensidade.
Depois de uma bela obra, a
continuidade de um sentimento
Há
um novo livro à caminho, podemos esperar mais de Júlio. O livro já está sendo
escrito, com tanto amor quanto o primeiro. Sobre expectativas, ele afirma
apenas sentir o desejo de que suas palavras tornem a acalentar o publico, a
acolher os corações feridos e acalmar a alma, assim como no primeiro livro. “Para
o segundo livro, que estou escrevendo agora, espero repetir ao menos um pouco a
identificação que aconteceu entre o meu peito e o meu público no primeiro”.
Ele relata ter interesse em tentar
outras áreas na literatura, mas não agora, disse que, por hora, pretende
investir um pouco mais nesse estilo textual e depois de crescer mais um pouco
em sua carreira tentar novas obras. Ele fala sobre a importância da sua fé em
Deus e da figura da Igreja Católica como sua companheira, além do apoio de sua
famÃlia.
O agradecimento de uma leitora que
foi encantada pela obra e resolveu falar sobre
Agradeço
a Júlio por toda sua gentileza ao conversar comigo. Por todo o carinho e
acolhimento. Pela compreensão e disposição. Por ser uma pessoa de coração lindo
e que tenho certeza de que tocará muitas pessoas e continuará cuidando de
muitos corações, como cuidou do meu em seus textos. Que se realize muito
fazendo o que ama e que seja tão feliz como eu fui ao me encontrar com páginas
tão cheias de amor.